Pão & Poesia na Terra do Sempre


A SOMBRA DO PÁSSARO

 

repara a nuvem

o colibri veio visitar

tua sombra

 

Hana Jakrlova

 

METADE DE NÓS

 

a poesia é um fantasma pelo tempo

aqui e ali pousa em nosso olhar

às vezes nos assombra

outras nos acalma

sempre nos afasta da estupidez

é metade de nós que vaga do lado de fora

querendo nos encontrar

 

Carlos Gildemar Pontes

 

 

Por solicitação da Comissão Julgadora, as inscrições para o II Concurso Nacional de Conto e Poesia Acauã foram prorrogadas até o dia 10 de junho, veja regulamento abaixo.



Escrito por Gildemar Pontes às 00h10
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Escrito por Gildemar Pontes às 23h30
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Este texto é a apresentação que fiz no lançamento do livro Os gestos do amor (indicado para o Prêmio Portugal Telecom de Literatura Brasileira), sem a citação de alguns trechos meramente formais.

 

Eu gostaria de me desculpar com a sociedade. Peço desculpas por ser poeta e não corresponder aos padrões racionais que geram a violência e a corrupção; peço desculpas porque tenho mais amigos do que puxa-sacos e não posso dar mais afeto a estes do que poderia dar aos primeiros; peço desculpas aos que têm inveja, por não querer que eles morram de repente; peço desculpas pelos que morrem de ciúmes, porque a solidão vai confiná-los na apatia; peço desculpas aos arrogantes, que arrotam, sob uma máscara enferrujada do desespero, a angústia da solidão; peço desculpas aos estúpidos de pai e mãe, por terem tido pai e mãe; peço desculpas aos ignorantes que se tornaram burocratas e aos burocratas que se tornaram ignorantes, porque não serei solidário em reuniões para marcar reuniões, nem em discussão sobre o sexo dos anjos; peço desculpas aos que não gostam de poesia, de Homero a Matsuo Bashô, de Camões a Baudelaire, de Castro Alves a Haroldo de Campos, de Augusto dos Anjos aos nossos coetâneos maxi-e-minimalistas, porque os seguidores de uns e de outros continuarão a fazer poesia, recebendo o nome de poetas como expressão de força e como força de expressão; e por fim, eu, Carlos Gildemar Pontes, poeta e professor, agradeço de coração e mente as minhas duas princesas, Catarina e Bárbara, que de vez em quando me deixam tonto de tanto correr e de tanto pensar no amor que elas me estimulam; aos amigos de jornada, uma certeza: minha luta é de pau e pedra, cravos e bromélias, mas será também de garras e bico de gavião se a luta precisar; por fim, agradeço à minha mãe, pela sua origem serrana, que trouxe para o litoral onde nasci o cheiro das florzinhas muçambês e uma coragem de dobrar moinhos onde havia dragões. Para vocês: Os gestos do amor.

 

Carlos Gildemar Pontes

 

As inscrições para o II Concurso Nacional de Conto e Poesia Acauã foram prorrogadas até o dia 10 de junho, por solicitação da Comissão Julgadora.



Escrito por Gildemar Pontes às 13h31
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Ex-Libris da Tugosfera

Vambora...

 

Este questionário me foi sugerido pela Valéria, http://pensar_e_um_ato.blig.ig.com.br/ que já foi indicada por Alguém..., depois o Adalberto me indicou para responder também. Para que eu não fique por fora, e em atenção aos amigos, vão aí algumas possíveis respostas.


- Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro quererias ser?


G - Queria ser vários livros de panos quaisquer, em forma de travesseiro e poder estar encostado na cabeça das pessoas que amo.

 

- Já alguma vez ficaste apanhadinho(a) por um personagem de ficção?


G - Além de Gabriela, que me fazia de gato e sapato, muitas. Iracema, Rita Baiana, Marília do Tomaz, Joseph K., do Kafka; Afora os da Lygia, do Moreira Campos, do Albert Camus, da Marguerite Duras, do Machado contista... e, agora falando sério, o Peter Parker, que personagem mais poético! Aliás, nos gibis da minha adolescência estão os personagens mais fantásticos da minha inocência. Pois é, apesar de o bem sempre vencer, eu era criança e curtia heróis. Hoje... bem, hoje Fabiano, Gregor Samsa, o Anão são muito mais fascinantes como anti-heróis.


- Qual foi o último livro que compraste?


G - O corpo impossível, da Eliane Robert Moraes. Um dos muitos nesta temática que tenho comprado para auxiliar na minha tese.


- Qual o último livro que leste?


G - Tenho lido muita coisa voltada para o meu trabalho. A sociedade do espetáculo, do Guy Debord, foi o último; e O arado, da poeta norteriograndense Zila Mamede. A propósito, vivo dando uma escapadinha para ler poesia e conto, que ninguém é de ferro! Tem muita leitura acadêmica que a gente faz por imposição, muitas são um saco malfeito e ruim de carregar, como um saco com um velocípede.


- Que livros estás a ler?


G - Comecei a ler (nas escapadas) Concerto para arranha-céus, do Ronaldo Cagiano, de contos.


- Que livros (5) levarias para uma ilha deserta?

 

G - Tá maluco! Depende do tempo que eu fosse passar lá. Creio que seria melhor levar uma companheira que tenha fome de vida, sexo e poesia. Se sobrar espaço na bagagem, levaria um estoque exagerado de papel e caneta. Quem se habilita? Rs.


- A quem vais passar este testemunho (três pessoas) e por quê?


G - Vixe Maria! Os meus amigos Adalberto http://adalbetodossantos.blog.uol.com.br, a Inah, http://idalia.blogdrive.com,  e a Louise Tommasi, do rasgosdemim.blogger.com.br...

Creio que são pessoas com características diferentes, mas que guardam um amor comum pela literatura. Passo a corrente e penso que elas aceitarão. Tomando emprestado as palavras da Valéria “...mas sinceramente...sem nenhum compromisso...entenderei perfeitamente se não estiverem a fim”.



Escrito por Gildemar Pontes às 00h32
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