Pão & Poesia na Terra do Sempre


VARANDA METAFÍSICA

 

Dá-me a tristeza

para eu regar com lágrimas

as rugas deste rosto velho e

magro

 

deixa-me à solidão

para eu vagar como

náufrago que jamais verá

as luzes vermelhas dos postes

da rua do cais

 

solta-me para eu aterrizar

meus olhos na praia

e caminhar rumo àquela

rede macia daquela

varanda que

não existe.

 

Carlos Gildemar Pontes



Escrito por Gildemar Pontes às 19h57
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Minhas filhas estão passando férias comigo.

 

CATARINA - gênese

 

Vieste ao mundo cantando

a doce canção do pranto

pranto de alegria da vida

que se fez poesia

 

és a santa que viajou pelo tempo

para dar a luz aos olhos dos homens bons

és a rainha que trouxe a justeza ao meu coração

e me fez súdito eterno

embebido em amor e serenidade

 

de ti serei sempre o melhor amigo

a velar teu sono nas noites salpicadas de estrelas

e nas noites nubladas de inverno

de ti serei sempre o guardião

a preencher a solidão dos dias sem sol

por ti cavalgarei o vale dos sonhos

para te trazer o bálsamo da felicidade

tomarei emprestado aos deuses

a bravura de todas as conquistas

e direi aos ventos o rumo dos teus sentidos

 

Tu terás sempre a minha guia

E eu irei contigo lado a lado

Construir um tempo sem dor

Deus te abençoe Catarina.

 

25 de janeiro do Ano da Graça de 1997.

 

VEJA BÁRBARA ANTES DE COMENTAR



Escrito por Gildemar Pontes às 19h52
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Pense num homem Feliz! 

BÁRBARA

Vens da terra dos bravos

dos que encaram o horizonte de frente

e bebem a luz do sol

teu nome é força motriz

que alimenta o sonho do almofariz

teus olhos saltaram do céu

e se uniram ao mar

por eles passarão todos os luares

no claro rastro que deixas

em minha solidão

tu és bela

tua irmã é bela

a ela juntas a tua graça

e fazes meu coração sorrir

imagens de amor que nunca se apagarão

 

Carlos Gildemar Pontes

 



Escrito por Gildemar Pontes às 19h45
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O POETA E A REPÚBLICA

 

Hoje quase concordo com o sábio Platão que expulsou o poeta da República. No começo, estrebuchei, fiz careta, ranzi pra lá e pra cá, até tentei me vingar me tornando aristotélico, tagarelando aristotelices. Mas quando vejo esta república de bananas entregue a vendilhões, mando Platão plantar batatas e invoco Neruda, Vinicius, Garcia Lorca, Agostinho Neto e tantos outros poetas que lutaram para construção de um mundo fraterno, terno e eterno, onde as pessoas fossem tratadas como iguais e não houvesse qualquer forma de opressão. Quanto à República de Platão... o poeta não precisa dela, além do mais, ela está pra lá de Bagdá. E existem lugares mais amenos para o poeta pasargadar.

 

 

EU SÓ QUERO UMA CHANCE

 

Se tu pudesses criar o teu mundo

Com as tintas e as cores do teu gosto,

Se tu pudesses escolher entre sorrir e chorar

E escolhesses sorrir,

Se tu pudesses caminhar e chegar

E partisses,

Se tu pudesses tecer um poema feito

De amor e suor, que fosse a expressão da tua dor

E do teu pranto, que tivesse o teu cheiro

E o teu sentimento mais puro,

Tu terias algum medo de ser feliz?

 

Se tivessem dado uma chance a Jesus

A Gandhi, a Che, Teresa,  

Tu carregarias esta culpa,

A humanidade seria a mesma?

Dá-me uma chance pra eu te fazer feliz.

Eu só te prometo um luar a cada dia,

Só te darei o sol dos meus olhos

E o fogo do meu coração.

Eu só preciso disto para viver

Eu só preciso de ti

Preciso desse amor

preciso

preciso

...

 

Carlos Gildemar Pontes



Escrito por Gildemar Pontes às 09h09
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