Pão & Poesia na Terra do Sempre


         AUSÊNCIA

                    para Batatinha

 

Eu não queria te fazer este poema

eu preferia estar te dizendo

coisas simples, confusas

frases feitas

 

melhor do que esta distância

que me consome os dias

 

eu não queria olhar triste para a praça

e ver os meninos brincando

o passarinho ciscando

e tu fora desta moldura

 

eu não queria anoitecer

e saber que o teu cheiro

preencheria o quarto

e a minha solidão

 

melhor seria nunca ter-te visto

te tocado

te preparado para herdar este poema

 

eu não queria esta ausência

nem esta distância

eu só te queria pra esta noite

quem sabe amanhã e depois

quem sabe se existe o sempre...

 

AMO-TE DE UM AMOR SIMPLES

 

Amo-te tanto, meu amor, que até Vinicius há de perdoar o plágio

Amo-te como amigo, distante, e com um amor supersônico, até que te encontre.

E te amarei como felino e como um cão em cios, porque sou animal também.

E te amarei como homem, porque afinal sou humano

Mas se nenhum desses modos te agradar, guardo o amor de mim mesmo,

Urdido na expiação das dores, das agonias e das alegrias de ser poeta.

 

Carlos Gildemar Pontes

Butterfly Dream Copyright © 2003 by Steve Chong

 



Escrito por Gildemar Pontes às 21h46
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UM PEQUENO BALANÇO, MAS NÃO VÃO DORMIR

 

Caros amigos,  hoje é sábado, dia de fazer limpeza e arrumação na casa, planos para mais tarde ou para o sempre. E aquela organizaçãozinha na vida, nem que mais tarde, uma saidinha bagunce tudo novamente. Estou vindo de Belo Horizonte, cidade que me é cara pela beleza das pessoas e dos lugares. Tenho muitos amigos em Belô. Participei de 8 a 10 da I Feira do Autor Independente de BH, evento promovido pela Revista Estalo. Fui muito bem recebido pelos amigos Luiz Lyrio, Rogério Salgado e Olegário Alfredo. E carinhosamente pela poeta Eliane Alcântara, o mar, minha praia, em Minas Gerais.

Pedirei licença aos amigos para me ausentar um pouco da postagem deste blogue, só o farei aos sábados, como também dos comentários em outros blogues, que considero uma forma de interação muito importante para quem produz arte no mundo virtual. Vou dar continuidade aos planos erguidos há muitos sábados. Deixarei um poema para os amigos e muitos beijos e abraços. Com carinho, Gildemar Pontes

 

CASA DE VERSOS

 

dentro dos meus versos

existe uma palavra chave

uma palavra nua

que se veste de mensagem

e atua

 

dentro dos meus versos

existe uma palavra porta

uma palavra pura

abridouro da emoção

que cura e descura

 

dentro dos meus versos

existe uma palavra casa

uma palavra calma

que navalha a carne

e surra a alma

 

dentro dos meus versos

existe a palavra mundo

a palavra dor que des-

rima com amor

e decifra meu coração

 

Carlos Gildemar Pontes



Escrito por Gildemar Pontes às 10h26
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