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CELEBRAÇÃO AO PRIMEIRO AMOR
Sandra foi meu primeiro amor sem compaixão
Nós numa rede aos 13 anos de espanto e prazer
Na primeira penetração eu entrei com alma e tudo
A sua vagina foi um raio que me mordeu
Sua tenra voz na minha voz menina aprendia
Uma questão divina
Ah tu corrias eu te pegava
e nós inocentávamos o sexo do pecado
Tantos vezes nos cantos escuros
Atrás das portas, debaixo da cama
No banheiro, no quintal, escorado no muro...
Viramos santos perto do céu
Em orgasmos adolescentes ai ai ai ahhhh!
Nós, pelos 13 anos, descobrimos o prazer
O medo e o segredo ficou para depois
E fizemos do sexo um belo baião de dois
Carlos Gildemar Pontes
Escrito por Gildemar Pontes às 15h11
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O POETA, A MENINA E A FLOR
Um sorriso cabe num poema
flor de cactus
adornando o espinho
no meio do deserto
um seio, uma boca
o poeta em desejos
morde seus beijos
dálias
crisântemos
e papoulas
despetalam-se nas madrugadas
a flor é um poema
entre as pernas da menina
sangue
suga
sugando
a língua do poeta
água viva em seus lábios
o poeta navega-naufraga em silêncios
fogem-se-lhes os sentidos
a menina e o poeta se inflamam
restam cinzas no poema
Carlos Gildemar Pontes
Escrito por Gildemar Pontes às 17h53
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