Pão & Poesia na Terra do Sempre


SEREIA

 

teu chamado invade o espaço

o aço de tua voz acaricia

o canto que embala a nossa ilusão,

acalanta estes homens solitários

estes poetas incendiários de estrelas

canta para eu dormir

eu sonhar com todas as luas impossíveis,

clarear a imensidão desta solidão,

montado em algum cavalo marinho

 

Carlos Gildemar Pontes



Escrito por Gildemar Pontes às 12h07
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NOVA ALVORADA

 

Dorme patativa

no meio do luar

dorme no galho da árvore

ouvindo a coruja cantar

 

quando o dia nascer

o mundo vai despertar

os bichos vão todos correr

e vão para o lago nadar

                           

depois cada um vai para um lado

atrás de comida fresquinha

e a patativa confusa

voa sem rumo sozinha

 

voa para o norte e para o sul

em busca da perfeição

fugindo da espingarda

e das garras do gavião

                                     

voa para o céu, vai embora

deixa a saudade no ninho

volta um dia, quem sabe

para ensinar o caminho

 

Carlos Gildemar Pontes



Escrito por Gildemar Pontes às 13h23
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METRÓPOLE

 

a cidade cresce ao redor de nós

assombra

não se vê mais o horizonte

 

poderias estar no alto de um edifício

sonhando

e por mais que cresças

não serás o maior

por mais que fujas

haverá um muro

por mais que lutes

não resistirás ao concreto

por mais que agonizes

não serás mais que um infeliz

 

se um dia tentares voar

tentas do chão

os suicidas já fizeram dos edifícios

 

Carlos Gildemar Pontes



Escrito por Gildemar Pontes às 07h45
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