Pão & Poesia na Terra do Sempre


UM BARCO CHAMADO POESIA
 
vou à lua
vou apanhar meu barco
no cais do sonho
e velejar ligeiro
na estrada do arco-íris
 
não deixarei a calmaria
                 retardar meu fardo
nem o maremoto
                 confundir meu hino
vou navegar profundo
                 nestas águas em cio
volto amanhã
                 e trago nas mãos a liberdade
num barco chamado poesia.
 
Carlos Gildemar Pontes
(Do livro Metafísica das partes, 1991)


Escrito por Gildemar Pontes às 09h30
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FRAGMENTOS DA CHUVA OU À ESPERA DO LUAR


Multidão de gotas embriagando a terra
uma gota salta dos teus olhos
será tua lágrima um pingo de chuva?

desencorujada e triste
a ave reclama:
que chuva!

grãos de gritos gravitam a noite
graciosos os náufragos se atropelam
rumo aos barcos de papel

uma estrela tímida brinda a noite
o cachorro e sua dúvida:
atravessa a rua?
sim, com uma pulga atrás da orelha

surge a lua
a coruja mergulha suas asas no infinito

o cachorro salta uma poça d’água
a estrela mais brilhante
ilumina os olhos teus

Carlos Gildemar Pontes



Escrito por Gildemar Pontes às 10h31
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