NAQUELA QUE PASSA
Perdi meus olhos naquela que passa
o verbo é presente mas ela se vai
não sei se era deusa ou vagabunda
não importa sua natureza
meiga ou selvagem
ela me deixou os cabelos longos
açoitando meu rosto
e o andar balançando minha cabeça
não sei se ainda verei aquela que passa
se um dia terei de volta meu olhar
tornei-me refém daquela que passa
meus olhos sem dono ficaram com ela
estarei feliz no andar que me levou?
não sei onde nem se miragem
sei que ancorei na imagem daquela que passa
Carlos Gildemar Pontes
Escrito por Gildemar Pontes às 17h47
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