Pão & Poesia na Terra do Sempre


VOTO NULO, DEIXEM-ME EM PAZ


Numa eleição há várias possibilidades de votar. Por exemplo: Nesta eleição havia muitos candidatos e cada um deles representa uma parcela do povo. Dilma, Serra, Marina, Eymael, Plínio etc. Esses candidatos representavam partidos e foram escolhidos em convenção, com exceção da Dilma que foi empurrada goela abaixo por um segmento do PT. Representando partes da sociedade brasileira, eles são legítimos e importantes para caracterizar a nossa sociedade de forma democrática e plural.

Passado o primeiro turno, em que grande parte dos eleitores escolheram os seus Plínios, suas Marinas, seus Eymaeis, seus brancos, seus NULOS, suas abstenções (sim, não ir votar também é um direito de dizer sim ou não), resta-nos, dois candidatos. Para os que não votaram nos dois, porque antes votaram em outros ou em ninguém ou se abstiveram, há o direito de escolha em aderir um dos dois ou manter a sua coerência votando simbolicamente nos candidatos do primeiro turno (o que significa anular o voto) ou simplesmente anular, votando em números que não existem, ou votar em branco ou se abster de votar. Isso é um direito e uma opção sem associação a qualquer consequência no resultado da eleição, sendo favorável a um ou a outro candidato. Afinal, esses eleitores que não votam em Dilma ou em Serra são pessoas responsáveis por seus atos, conscientes do seu voto e merecem o devido respeito por parte dos companheiros que votam em Dilma ou Serra.

Associar o voto NULO a um benefício a Serra é uma visão muito sectária, repressora e demonstra que, apesar do século XXI e das conquistas tecnocientíficas e sociais, continuamos "achando" que podemos ou temos a competência de qualificar as discussões e as decisões mais do que os outros, promovendo um patrulhamento ideológico pior do que os exercidos nos idos 70/ 80, quando nós, os "comedores de criancinhas", não podíamos conversar com os outros seres humanos que rezavam, "protegiam" a família ou simplesmente viviam jovemguardamente ao sabor de uma brasa, mora?

Meus amigos, e tenho muitos entre vocês, deixem os seus amigos, e sei que têm muitos entre nós, votarem NULO. A consequência da eleição pró Dilma ou pró Serra não vai abalar nossa fé, nossa ideologia ou nossa decisão de avançar na luta por justiça social, paz e amor aqui e/ ou na Cochinchina.
Para mim, Dilma/Serra são dois lados de uma mesma moeda, falsa, com interesses bons e ruins para a democracia, para a economia e para a convivência social mais plena. Se um é menos ruim do que o outro não quer dizer que eu tenha que me arruinar para votar no que me querem convencer ser menos ruim. Deixem-me votar NULO, deixem-me acreditar que posso aprender com as alternativas que posso ajudar a construir. Caso contrário, deixem-me em paz até o fim da eleição!

Lembrem-se eu concedo o direito de vocês votarem de acordo com as suas consciências, não mudem seus votos por minha causa. Eu aceito os diferentes pela capacidade que têm de mostrar outros caminhos.

Carlos Gildemar Pontes

 



Escrito por Gildemar Pontes às 23h27
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