Pão & Poesia na Terra do Sempre


SHOPPING PINDORAMA

 

Estalos de vozes tupinambás

Caramuru, caramuru cará

 

Iracema, Martim, Moacir

Macunaíma, Peri, Ceci

Brincando de roda na lua cheia

 

Espelhos, cruzes, rezas

Por ouro, prata, pau brasil

 

Exmo. Ministro das relações antropofágicas

Traga-me um bom cérebro potiguar

Para comer com vinho do Porto

 

 

Carlos Gildemar Pontes



Escrito por Gildemar Pontes às 21h15
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CANÇÃO DO CAOS


E salvem a poesia dos leitores que a abandonaram

salvem os poetas dos leitores que se abandonaram

salvem-nos, salvem-se.

Que não fique pedra sobre pedra!

Poema sobre poema

nenhum horizonte para contemplar.


Carlos Gildemar Pontes



Escrito por Gildemar Pontes às 20h42
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O tempo é o inimigo da pressa

Vivem brigando pela chegada da hora

Um quer rapidez, outro demora

Por isso, nos apressamos para chegar

E nos demoramos para entender

Queremos a casa pronta, o prato na mesa,

O sorriso no rosto e a felicidade no coração.

A pressa, como dizem, é inimiga:

da situação, da perfeição e do coração.

 

Carlos Gildemar Pontes



Escrito por Gildemar Pontes às 20h26
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AMOR, VERBO DE SE FAZER

 

Então o verbo se fez Nadja e veio como nada

trazida pelo vento, como uma pena perdida,

voando sem saber voar.

Trouxe-lhe o vento,

movida pelo acaso de um pensamento.

E veio numa tarde como outras tardes vêm

e não trazem nada.

Mas essa trouxe Nadja.

 

Carlos Gildemar Pontes

 



Escrito por Gildemar Pontes às 23h25
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