Pão & Poesia na Terra do Sempre




Escrito por Gildemar Pontes às 20h18
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Escrito por Gildemar Pontes às 20h17
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Escrito por Gildemar Pontes às 20h04
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Escrito por Gildemar Pontes às 12h43
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O EXERCÍCIO DOS CAMINHOS

 

traçar o caminho do teu corpo

e não desistir

navegador solitário que marca a rota

de sua sina no infinito

tecer contigo de mãos dadas a aurora

e ser do sonho o motivo

beber devagar e alcoólatra pedaços de lua

e de ilusões de outrora

esperar, que esperar é bom

e traz a calma dos pássaros

ser mais que um para encher a solidão

perder a noção do adeus

retardar o tempo à sombra de uma árvore

e escrever teu nome num coração de resina

nada ficará perdido

a chama da paixão é breve

o amor é para a eternidade.

 

Carlos Gildemar Pontes



Escrito por Gildemar Pontes às 10h27
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SERTANEJO

no gozo de tuas mãos sangrentas
calejadas de enxada
e apertadas pela fome
faz desabar na terra
toda pancada derivada de emoção

nas lonas surradas
no corpo extorquido
nas ruas pisadas
nos campos sofridos
está a sepultura 
do teu suor 

Carlos Gildemar Pontes.



Escrito por Gildemar Pontes às 23h34
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DONA CARMELITA 88 ANOS

O que dizer de uma pessoa 
Que os anos cobriram de paixão
E zelo pelo ensinar?

O que dizer de uma professora
Que marcou gerações 
Com a varinha mágica do saber?

Parabéns, 
palavra grata e simples
De reconhecimento e de homenagem,
São oitenta e oito parabéns,
Oitenta e oito vivas,
Oitenta e oito obrigado, 
Professora Carmelita.
A senhora foi e será
Sempre a nossa eterna tia
Um beijo e um abraço
Dos seus eternos pupilos.

Carlos Gildemar Pontes



Escrito por Gildemar Pontes às 23h33
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LA ISLA DO POETA

 

La isla de mi sueño

se llama Cuba

Cuba de mi amigo Félix Contreras

o poeta que engraxou os papéis

e escreveu sua fome nos sapatos de Batista

o Poeta que nasció aos 18 años con la Revolución

eu te saúdo, Poeta!

eu e minhas trezentas e trinta lombrigas

com minhas chagas de Poeta triste

con mis ojos que navegaram todas as pátrias

te saúdo com todas as minhas feridas

que construíram tantas obras em vão

a ti, poeta insano

"lo que costó este poema"

apenas umas poucas palavras

guarda-as para ti

leva-as para a Isla

e manda-me notícias de Fidel

dos canaviais e da Sierra Maestra.

Um havana, não dispenso

manda-me dois por carta

para eu fumar a minha revolução.

 

Carlos Gildemar Pontes

Do livro: Metafísica das partes (1991)

 



Escrito por Gildemar Pontes às 09h25
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    MIRAGEM

 

Toda miragem é imagem,

vertigem, sonho, projeção,

só não é modelagem.

Na realidade tudo é criação.

 

Do olhar nasce o abraço

ato contínuo para o beijo,

miragem para o desejo –

que o corpo reclama –

do amor.

 

O amor é uma miragem

que se constrói.

 

Carlos Gildemar Pontes



Escrito por Gildemar Pontes às 13h00
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SHOPPING PINDORAMA

 

Estalos de vozes tupinambás

Caramuru, caramuru cará

 

Iracema, Martim, Moacir

Macunaíma, Peri, Ceci

Brincando de roda na lua cheia

 

Espelhos, cruzes, rezas

Por ouro, prata, pau brasil

 

Exmo. Ministro das relações antropofágicas

Traga-me um bom cérebro potiguar

Para comer com vinho do Porto

 

 

Carlos Gildemar Pontes



Escrito por Gildemar Pontes às 21h15
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CANÇÃO DO CAOS


E salvem a poesia dos leitores que a abandonaram

salvem os poetas dos leitores que se abandonaram

salvem-nos, salvem-se.

Que não fique pedra sobre pedra!

Poema sobre poema

nenhum horizonte para contemplar.


Carlos Gildemar Pontes



Escrito por Gildemar Pontes às 20h42
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O tempo é o inimigo da pressa

Vivem brigando pela chegada da hora

Um quer rapidez, outro demora

Por isso, nos apressamos para chegar

E nos demoramos para entender

Queremos a casa pronta, o prato na mesa,

O sorriso no rosto e a felicidade no coração.

A pressa, como dizem, é inimiga:

da situação, da perfeição e do coração.

 

Carlos Gildemar Pontes



Escrito por Gildemar Pontes às 20h26
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AMOR, VERBO DE SE FAZER

 

Então o verbo se fez Nadja e veio como nada

trazida pelo vento, como uma pena perdida,

voando sem saber voar.

Trouxe-lhe o vento,

movida pelo acaso de um pensamento.

E veio numa tarde como outras tardes vêm

e não trazem nada.

Mas essa trouxe Nadja.

 

Carlos Gildemar Pontes

 



Escrito por Gildemar Pontes às 23h25
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Escrito por Gildemar Pontes às 22h19
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FELIZ NATAL DE UM BEIJA-FLOR

Ontem, na varanda do apartamento,

apareceu um beija-flor maluco,

querendo beber o néctar

de uma lâmpada do pisca-pisca da árvore de Natal.

Provou uma, provou outra e se foi

com o bico seco.

O beija-flor errou a flor

mas acendeu em meus olhos a luz da esperança

ao bicar a esperança de luz da árvore de Natal.

Carlos Gildemar Pontes



Escrito por Gildemar Pontes às 20h55
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